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Desafios que nossos Bambini enfrentam até completar 8 anos

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Desafios que nossos Bambini enfrentam até completar 8 anos

Criado: 04 Novembro 2022 | Atualizado: 04 Novembro 2022
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A revista Crescer de Novembro de 2010 fez uma linda matéria sobre os desafios que nossos pequenos passarão até completarem 8 anos de idade.

Fizemos um resumo desta reportagem que se baseou na opinião de 16 especialistas da área para enriquecer nossos conhecimentos.

0 a 1 ano

Perceber tudo o que acontece

Na gravidez o bebê já compreende o que se passa ao redor, com 4 meses ele já presta atenção ao ouvir seu nome e aos 7 é capaz de diferenciar rostos conhecidos e estranhos e adora os objetos com cheirinho da mamãe.Neste momento livros infantis são um convite para diversão!

A partir do oitavo mês ele entende o significado da palavra “não” pela mudança no tom de voz e na feição dos pais.

Adaptar-se para ficar em pé

Aprender a sentar é a primeira etapa do processo para caminhar e aos 5 meses ele ainda precisa de ajuda para se manter, mas aos 7 já senta sozinho.Para estimular este processo coloque almofadas oa redor da criança e sente-o novamente todas as vezes que ele cair.

Ao redor de 9 meses a criança se projeta para frente e em breve apoiará os braço para engatinhar. Alguns bebês pulam esta fase ou demoram mais para engatinhar por ficarem pouco tempo no chão. Quando sentir firmeza nas pernas os pequenos começam a se levantar apoiados em móveis e depois dar os primeiros passos.

Dar um sorriso quando quer

As crianças sorriem desde o nascimento, mas não de forma consciente e somente aos 4 meses ele irá rir quando tiver vontade.

Além de ser uma delícia ouvir, essa interação é sinal de um bom desenvolvimento social.

Entender a ausência da mãe

Por volta de 8 meses seu filho terá uma sensação parecida com o medo, mas na realidade é a angustia da separação. Até então, a criança achava que ela e os pais eram a mesma pessoa e neste momento passa a perceber a separação de indivíduos e começa a ter medo de ficar longe.

A brincadeira do cadê-achou os ajudam a entender que você vai e volta. Quando for trabalhar é importante se despedir e dizer que tem que ir , mas irá voltar em breve.

Conhecer novos sabores

O mordedor e outros objetos que seu filho leva à boca estimulam o desenvolvimento do paladar! Quando ele “prova”, percebe que cada coisa tem um sabor diferente, e assim nasce o desejo de continuar experimentando.

Os sabores doce, salgado, amargo e azedo passam a ser distinguidos aos 7 meses e apesar dos bebês preferirem o doce por se assemelhar ao leite materno, o uso de açucar não é indicado.

O alimento, antes de ser prazeroso para criança, é estranho por sua textura, cheiro e gosto, por isso ela faz careta toda vez que experimenta algo novo.

1 a 2 anos

Andar com firmeza

Parece fácil, mas para a criança, andar é como uma grande engrenagem: ela precisa manter a coluna ereta, ter noção de espaço, controle muscular e equilíbrio, além de movimentar os pés!

Os primeiros passos acontecem por volta dos 15 meses, mas a firmeza só vem quando completam 1 ano. Isso não vale para prematuros que andam tardiamente e obesos que demoram tem a aquisição da coordenação motora comprometida pelo excesso de peso.

Falar as primeiras palavras

O repertório de palavras gira em torno de 4 no primeiro ano e só surgirão frases aos 18 meses. E é mais fácil falar para meninas, pois a fala está relacionada a área do cerebro que controla emoções (campo dominado pelas mulheres).

O aprendizado acontece ouvindo conversas, tentando imitar sons e praticando, por isso é importante conversar com a criança carinhosamente, em linguajar cantado, mas não infantil.E se ela disser algo errado, não corrija, apenas repita o jeito certo.

Desmamar

A amamentação perde o sentido, pois o leite materno tem menor valor nutricional, seu filho já possui alimentação variada e é mais independente. É hora de valorizar outros momentos com seu filho e não retardar a busca por autonomia da criança.

O desmame deve ser feito aos poucos, iniciando pelas mamadas que ele sente menos falta e tentando distraí-lo com suco, leite no copo ou algum brinquedo que ele goste.

Superar os ataques de birra

Os pequenos adoram testar os limites dos pais e a birra aparece quando a criança fica irritada, quando não consegue se expressar direito ou quando não tem capacidade emocional para lidar com frustração.Enfrentar um escândalo é superdifícil, mas na hora da crise o melhor é tentar desviar o foco da atenção e evitar conversar.

Quando passar o nervoso, dê um abraço para mostrar que tudo está bem e converse com calma sobre o que aconteceu.

Criar anticorpos contra as infeções

Inúmeras pesquisas mostram que se sujar faz bem para fortalecer o sistema imunológico e quando a criança começa a ter mais contato com o mundo é o momento em que o trabalho de proteção é maior.

Quando a criança vai para o berçário é bem provável que pegue resfriado dos amigos, mas com o tempo o organismo se defende melhor e as vacinas estando em dia, ajudam na proteção.

2 a 3 anos

Abandonar as fraldas

O desafio é duplo nesta fase, para criança que terá que aprender a fazer isso direito e para os pais que precisam ter MUITA paciência para lidar com todo tipo de imprevisto.

O desenvolvimento fisiológico da criança já permitiria retirar a fralda com 18 meses, mas para dar certo, a criança precisa ter maturidade emocional para esta transição, o que geralmente ocorre com 2 anos de idade.

Tirar a fralda antes do tempo pode causar problemas como fazer xixi e cocô na roupa sempre ou mais tarde ter enurese noturna (xixi na cama durante o sono).

A hora do desfralde começa a chegar quando o bebê apresenta alguns sinais como: desconforto ao usar fralda, aviso de que fez xixi ou cocô e abaixadinhar na hora de evacuar.

O “treinamento” deve começar pela fralda diurna e sempre pelo xixi, depois o cocô e por último a fralda noturna. Levando a criança ao banheiro para usá-lo com você e perguntando se deseja fazer xixi no penico ou em um adaptador no vaso, você o estimula a deixar a fraldinha de lado.

Todo o processo leva até um mês e pode incluir resistência e muito choro!


Correr

Agora o pequeno já consegue se equilibrar e começa a pular, correr, subir e descer escadas, escalar cadeiras e sofás e muito mais.

É importante incentivar, dar liberdade e permitir a exploração do ambiente, sempre mostrando os perigos, para que o desenvolvimento das habilidades seja mais saudável.


Aprender a dividir

Somos programados biologicamente para sermos egoístas e deixamos de ter este tipo de comportamento quando para viver em sociedade.

Para aprender a emprestar é preciso praticar e isso acontece com o tempo e a convivência com outras crianças.


Explorar o próprio corpo

Sair das fraldas dá à criança liberdade para conhecer o próprio corpo e ela vai querer andar pelada, perguntar algumas coisas sobre sexo e começar a se tocar.

O ideal é explicar que algumas coisas não podem ser feitas na frente de todo mundo, responder apenas o que ele perguntar e não dar bronca ou repreender, pois ele pode associar o sentimento de prazer e satisfação com complexo de culpa.

É importante lembrar que o interesse é passageiro e não tem nenhum tipo de conotação sexual.


Entrar na escola

A escola é muito mais que um lugar de estudo, é um espaço em que outras trocas acontecem. A criança interage mais, tem noções de responsabilidade, cria vínculos, precisa vencer a timidez, aceitar novas idéis, e tem seu maior desafio: ser aceito pelo grupo.

Os pais também tem uma tarefa árdua, aprender a lidar com a culpa por ficar longe do filho, confiar na escola e se sentir seguro para transmitir essa sensação ao filho.

Crianças com bom comportamento tem pais que se envolvem e se interessam pela vida escolar. Ou seja...Participe!


Muitos desafios ainda o aguardam até o 8 anos de idade:

3 a 4 anos

Comer sozinho, tentar entender tudo, passar um dia na casa do amigo, dormir na própria cama a noite inteira e desenhar até os detalhes;

4 a 5 anos

Falar mais e melhor, viajar ao mundo de faz de conta e... voltar, ter paciência para montar quebra cabeças, perder um jogo e saber lidar com isso, cuidar da higiene pessoal;

5 a 6 anos

Compreender a noção do tempo, ser independente do melhor amigo crescer muito de uma hora para outra, aceitar regras, passear de bicicleta sem apoio;

6 a 7 anos

Atravessar a rua sem dar a mão, ir para o acampamento, ficar banguela, não brigar dentro da escola, conseguir ler tudo;

7 a 8 anos

Valorizar o dinheiro, assumir que contou uma mentira, entender temas difíceis, fazer provas importantes, cuidar das próprias coisas.

É isso aí! Mãos à obra ajudar nossos pequenos em todos esses desafios!!!!

Ana Paula Macucci e Gabriela P. Benatti

 

 

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